
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Este tema tinha de ser exposto pois sou um defensor da responsabilidade social, faz todo o sentido para mim que cada um de nós tem a missão de sensibilizar o próximo, para este tema. Desde miúdo foi-me incutido pela minha mãe que devemos ser generosos para com os outros, principalmente os mais vulneráveis. Já dizia a minha mãe: “hoje são eles, amanhã podemos ser nós”, eram as palavras dela quando o tema era conversado, com intuito de me sensibilizar para fazer tais atos de solidariedade. E não temos de ser ricos para o fazer, podemos fazer ações solidárias à escala das nossas possibilidades.
“O bater de asas de uma borboleta pode provocar um furacão do outro lado do mundo.”
A sensibilidade social é um valor que me acompanha desde a infância. Inspirado pela filosofia da minha mãe, que dedicava uma atenção especial aos animais, partilhando a máxima de que ‘…os animais não conseguem falar para pedir ajuda’, cedo aprendi a importância da ação solidária. Embora nos anos 80 e 90 a perceção pública sobre o bem-estar animal fosse distinta da atual, este legado moldou a minha abordagem ao próximo. Hoje, essa mesma empatia e atenção às necessidades não expressas transpõem-se para a minha prática profissional, na forma como abordo cada cliente e parceiro.
Mas a responsabilidade social das empresas vai mais além disto que digo, sendo que se materializa em duas dimensões: a interna e a externa. À sua dimensão interna, as práticas socialmente responsáveis relacionam-se com a gestão dos recursos humanos, a saúde e segurança no trabalho, a adaptação à mudança e a gestão do impacto ambiental e dos recursos naturais.

Na sua dimensão externa a responsabilidade social das empresas materializa-se na rede de relações com as comunidades locais, com os clientes e fornecedores, com os seus acionistas e investidores se assim implicar, na observância dos direitos humanos consagrados universalmente, bem como, na gestão global do meio ambiente.
É importante que a mentalidade empresarial mude e rapidamente. Comece a gerar oportunidades aos outros, também faz parte da criação de uma sociedade prospera. Acaba por ser uma “pescadinha de rabo na boca”! Afinal, estamos a gerar mais oportunidade de consumo, ao haver maior distribuição da riqueza.
Que me adianta a mim ser um magnata de uma cadeia alimentar, com centenas de lojas para distribuir o meu produto, se não tiver pessoas que vão lá e comprem!? Como irei gerar a minha riqueza, igualmente!? Mas o que digo aqui é apenas a ponta do iceberg, muito mais implica a responsabilidade social.
A responsabilidade social ocupa cada vez mais espaço na agenda das empresas, e há boas razões para que isso aconteça. A principal razão aponta para o próprio mercado, hoje manipulado por um consumidor cada vez mais exigente.
Na hora de escolher um produto ou serviço, o consumidor não procura apenas a qualidade e o preço, mas espera que sejam oferecidos por marcas sérias e comprometidas com a sociedade.
Não é por acaso que, a marca que adota práticas minimamente duvidosas vai para o fim da fila na preferência.
E é natural que isso aconteça, já que o consumidor moderno não apenas se mostra mais bem informado, como também conta com inúmeras opções para satisfazer as suas necessidades e interesses.
A preocupação com ações de carácter social constitui uma prática com longos anos. Em 1953 com a publicação da obra de Howard Bowen intitulada “Social Responsibilities of the Businessman”, considerada o marco no entendimento e sistematização da responsabilidade social das empresas.
